sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Raça Cangaian


 A raça proveniente do Sul da Índia e que tem traços parecidos com o antílope — animal ancestral do qual são descendentes os bovinos, ovinos e caprino.
É o gado mais forte de tração que existe. Esses animais conseguem andar 60 quilômetros em um dia puxando um carro-de-boi. É um zebu puro da raça de misore, que são grupos de raças indianas. O cangaian é o bovino que mais se parece com o antílope do Mioseno. Ele ainda conserva os traços do ancestral.


O cangaian chama a atenção pelo chifre simétrico que faz uma curva para cima e pela sua robustez, apesar do porte mediano. O produtor rural Rui Drumond cria, em sociedade com o pai e um irmão, 140 animais da raça, na fazenda Haras Barreiro, em Ituiutaba e Capinópolis. Esse é o único rebanho registrado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) no Brasil. Todos descendem de um único grupo, composto por um reprodutor e cinco matrizes, que foi importado da Índia, na década de 60, por dois criadores de Barretos. "Em 1962, os pecuaristas Neném Costa e Rubens Carvalho estiveram na Índia e trouxeram esse plantel. Eles queriam provar que o cangaian era uma raça distinta do nelore, que é de Madras. O cangaian é de uma região mais ao sul e não houve mistura dessas raças", explica Rui Drumond.
Em 1965, os introdutores da raça no Brasil venderam um lote do rebanho para um produtor baiano, da cidade de Jeremoabo. "Há quatro anos, nós compramos os bisnetos e tataranetos desse gado da Bahia e do pouquinho que ficou em Barretos. Hoje o único gado cangaian criado no Brasil está na fazenda Haras Barreiro", afirma o produtor.
Arlindo Drumond relata uma das principais características do cangaian: a sua robustez. "Pegamos esse rebanho na Bahia praticamente comendo pedra. O animal não sente, não morre. É igual um veado. Ele come folha. É muito rústico", destaca.
A criação do cangaian ainda é voltada para o aprimoramento genético do rebanho bastante reduzido. "Os bezerros não têm preço. Nós não estamos comercializando porque o contingente ainda é muito pequeno. Nós estamos melhorando o animal, pegando os mais produtivos. Só daqui a uns cinco a dez anos é que vamos começar a comercializar", planeja Rui Drumond. O gado é voltado para a produção de corte. A carne do cangaian tem um sabor de caça e o leite é mais gorduroso do que o de outras raças.

Brahman o Zebu Americano



A constante seleção do gado Brahman como tipo de corte, sem muita consideração
por caracteres desprovidos de significação econômica, aliada ao inteligente emprego de
bons reprodutores, possibilitaram em grande parte dos rebanhos a formação de linhagens de
boa conformação, fixadas graças ao emprego da consangüinidade.
O Zebu americano, no consenso geral de técnicos e criadores, cresce mais do que as
outras raças bovinas na região do Golfo do México; desenvolve-se rapidamente e continua
crescendo até os seis anos de idade. Em relação ao Zebu da Índia, o Brahman atual é mais
baixo, mais compacto e apresenta corpo muito mais profundo e musculoso. A cabeça e os
chifres são mais pesados que os das raças de corte européias.
O Brahman puro apresenta elevado rendimento no corte e os bezerros são os
melhores, na região sul dos EUA. Os mestiços com o gado europeu são excelentes novilhos
de corte, superando os representantes das raças européias, naquelas condições de ambiente.
As vantagens do gado Brahman decorrem de algumas de suas características,
devendo ser destacadas:
a) Adaptação ao ambiente - como outros Zebuínos, revela acentuada tolerância ao calor,
resistência às baixas temperaturas, à várias enfermidades e contra os insetos e parasitas.
b) Capacidade de produção: a vida produtiva do Brahman e de seus mestiços é
acentuadamente mais longa que a dos representantes das raças Européias.
c) Capacidade de ganho de peso: desenvolvida por seus selecionadores, coloca o Brahman
em igualdade de condições com as raças Européias, às vezes em superioridade, em certas
regiões do sul dos EUA, de clima quente e menores recursos alimentares. Por esse motivo,
pode ser engordado para o corte bastante cedo, aproveitando bem as rações de alto valor
nutritivo.
De uns anos para cá, o Brahman vem perdendo a rusticidade, em face do sistema de
criação intensivo, e nas a fertilidade baixou (por estarem tomando aspecto de novilhos de
corte, num processo inconsciente de masculinização). Por isso, os criadores norteamericanos
voltaram-se para o Zebu brasileiro, que passaram a importar. Além desse ponto,
outros que desencantaram os criadores de Brahman em favor do Zebu brasileiro, foi que os
selecionadores americanos querem animais de cabeça larga e de grande ossatura, que não se
recomendam para as regiões pobres em cálcio e fósforo.
A mais antiga criação de Zebu, nos Estados unidos, teve início e, 1895 no Rancho
Hudgins, Texas. Este local é um dos formadores da raça Zebuína norte-americana.

Tabapuã uma raça brasileirissima

A raça originou-se do cruzamento entre o filho de um animal Nelore que possuía
chifre “banana”, que por sua vez era mocho, com animais de raça Nelore, Guzerá e Gir. O
produto desses acasalamentos recebeu o nome de Tabapuã. Como o fator mocho é
dominante, em 1946 de 89 bezerros nascido no plantel, 80 não possuíam chifres..
Parece-se muito com o Brahman, pela sua composição étnica que é
predominantemente Nelore, com algumas características da raça Guzerá e traços de sangue
Gir.
Do pequeno município de Tabapuã, que deu origem a raça, estes animais avançaram
vitoriosamente para outras zonas do estado e, em pouco tempo, para Mato Grosso, Paraná,
Minas Gerais e Nordeste.
Dentre as suas qualidades, destacam-se a mansidão, boa produção leiteira,
fertilidade, boa qualidade da carne e adaptabilidade a diversas regiões.


quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Raça Nelore o Carro Chefe Brasileiro

Com relação à origem da raça Nelore, FAUSTO PEREIRA LIMA diz:
“Com as primeiras importações de gado Nelore da índia vieram também animais de outras
raças pertencentes ao mesmo grupo básico e raças de tipo básico Misore, que se
caracterizavam por apresentar chifres alongados e pontiagudos e perfil convexo.
O acasalamento desordenado de reprodutores dessas raças indiana, antigamente mal
conhecidas pelos criadores, deram origem ao Nelore brasileiro. Este apresentava perfil
convexo, pouca ou ausência de goteira, orelhas pequenas, ossatura frágil e tipo compacto.
Com a última importação (1960 e 1962) vieram apenas animais puros , Ongole ou
Nelore, que acasalados com as matrizes de mesma origem e com as nacionais, imprimiram
as características do tipo longilíneo e ossatura robusta capaz de suportar pesadas massas
musculares - qualidades que realmente mais interessam à pecuária brasileira. Esses animais
conservaram todas aquelas características étnicas inerentes à raça Nelore aliadas à alta
fertilidade, resistência aos parasitas e moléstias tropicais, precocidade e vacas com
extraordinária habilidade materna.”
O Nelore é essencialmente uma raça produtora de carne. Dentre as variedades
trazidas da Índia, é a que vem sofrendo mais intensa seleção, tendo em vista a obtenção de
novilhos para corte. Tem a seu favor uma boa conformação, cabeça pequena e leve,
ossatura fina e leve, e alcança bom desenvolvimento. Como todo o Zebu, tem especial
habilidade para o aproveitamento das forragens, mesmo grosseiras.É um gado muito vivo,
ligeiro e manso, desde que convenientemente cuidado.
Vários fatores contribuem para fazer a raça estimada pelos criadores:
- os bezerros nascem sadios, fortes, espertos e, horas depois já se deslocam com o rebanho.
- os bezerros dispensam a atenção dos tratadores porquanto, tendo as vacas tetos pequenos e
finos, o aleitamento se processa com facilidade.
- a perda de bezerros é mínima, sabidamente inferior à de outras raças indianas, dada a sua
rusticidade natural, o que eleva o desfrute do rebanho.
- é um gado prolífero; os touros são bastante férteis e as vacas, além de parir com
regularidade, apresentam notável longevidade.
Atualmente a raça Nelore é uma das mais bem definidas em nosso país e vem
tendento para a uniformização do rebanho, dentro do padrão estabelecido pela ABCZ.
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Entretanto, devido a fatores como origem da raça, influência do meio ambiente e
dos criadores, surgiram diferenciações dentro da população. Os animais nessas condições,
passaram então a formar “Variedades do gado Nelore”.

Constituem Variedades da raça Nelore:

Nelore mocho: admitido no Registro desde 1969, veio a se tornar um dos mais
importantes grupamentos, dentro das raças zebuínas, pelo contingente e pela qualidade do
rebanho.



Nelore de Pelagem Vermelha e Amarela: conhecido desde os primórdios da seleção, foi
admitido no Registro em 1984, havendo plantéis em vários Estados.

Nelore Malhado de Preto: igualmente com Registro desde 1984, vem há tempos sendo
selecionado por pequeno número de criadores, com bons resultados.

Nelore de Pele Rosa ou Cremosa: não aceito pelo Registro Genealógico, com vários
núcleos de seleção e um contingente apreciável, vem revelando bom desempenho.
Possivelmente será admitido a registro, com o aumento do número de criadores e necessária
solicitação, em ocasião oportuna.



A raça Nelore foi a escolhida para a elaboração do primeiro catálogo de linhagens de
zebuínos, publicado em 1997 (EMBRAPA), por apresentar um grande efetivo populacional,
que se originou de um elevado contingente populacional de animais importados da Índia,
principalmente das importações efetuadas em 1960 e 1962. Através das observações e
estudos publicados pela EMBRAPA , foram definidas as seguintes linhagens:

Linhagem KARVADI:
O genearca KARVADI foi introduzido no Brasil em 1963 pelo selecionador Torres
H.R. da cunha, proprietário do plantel VR. Foi um animal que, segundo seu proprietário,
apresentava uma excelente caracterização racial, alta fertilidade, ossatura robusta dentre
outras características desejáveis. Na tentativa de aproveitar substancialmente as
características zootécnicas deste animal que já chegara da Índia com 11 anos de idade foi
inaugurado em 1968, na Fazenda Santa Cecília, um serviço de coleta de sêmen. A partir de
então, Karvadi foi intensamente utilizado deixando um grande número de descendentes.
Dentro dessa linhagem, verifica-se a predominância do animal Chummak, talvez
devido a sua grande utilização, além de ser pai de touros que também tiveram utilização
marcante na década de 70 e início dos anos 80. Dois filhos de Chummak bastante utilizados
foram o touro Man e Maranamu. Outro descendente de grande importância dessa linhagem
é o touro Dumu, pai de Gim e avô de Ludy.
Caracterização fenotípica que mais se destacam nesta linhagem:
- boa caracterização racial;
- musculatura compacta, bem equilibrada;
- constituição robusta, ossatura forte e bem equilibrada;
- cascos grandes e resistentes;
- características sexuais secundárias bem definidas nos dois sexos;
- temperamento ativo;
- úbere bem implantado com tetas reduzidas; e
- umbigo reduzido.
Karvadi é considerado o Nelore mais perfeito do mundo e foi trasido ao Brasil em vouta de 1963 quando tinha 11 de idade,depois de 4 anos no pais ja com 15 anos começaram as coletas de semem do animal considerado o pai da raça no pais.Seu sangue esta presente em 80% do rebanho brasileiro e seu material genetico é tao valioso que mesmo apos 39 anos depois de sua morte ele ainda bate recordes.Segundo a publicitária Fernanda Prata Cunha, neta de Torres Homem em 2007 foi leiloado uma dose de seu semem pelo valor de 30 mil reais que é considerado um recorde para a raça,comparado com os valores dos atuais touros considerados tops da raça onde seu semem são avaliados em 10 mil reais.

Linhagem TAJ MAHAL
O genearca Taj Mahal foi introduzido no Brasil pelo selecionador Veríssimo Costa
Júnior, em 1963. É reconhecido entre os pecuaristas por apresentar um excelente posterior e
uma perfeita linha de dorso. Sua principal contribuição foi obtida a partir de seu principal
descendente o touro Taj Mahal I.
Taj Mahal I é pai de Pakar, Iguaçu e Tabadã e avô de Legat e Bãjhol. A influência
de Taj III é reforçada pelas contribuições de seu filho Marajá e de seu neto Rastã. Este
última é um touro mocho de grande contribuição nesta variedade da raça Nelore.
Principais características fenotípicas:
- carcaça comprida;
- boa pigmentação;
- boa conformação de garupa; osso sacro comprido e não saliente;
- boa inserção de cauda; e
- temperamento dócil.
TAJ MAHAL foi muito importante pro nelore brasileiro.Seu bisneto Rastã que era mocho foi um dos grandes percursores da variedade.

Linhagem KURUPATHY
Este genearca, importado pelo selecionador Rubens de Andrade Carvalho, nasceu no
quarentenário do Arquipélago de Fernando de noronha, em 1963.
Principais características fenotípicas:
- boa conformação de garupa, com osso sacro comprido e não saliente;
- boa linha dorso lombar;
- temperamento dócil;
- excelente habilidade materna;
- fêmeas longevas e dóceis; e
- acabamento de carcaça precoce, apesar de uma musculatura não muito desenvolvida.
Nascido em 1963, durante o quarentenário da Ilha de Fernando de Noronha, foi o principal filho do genearca Godhavari. Famoso por seu peso, precocidade e caracterização racial, é fundamental no nelore brasileiro por ter transmitido muita funcionalidade à sua progênie, pois seus filhos têm garupa muito bem conformada, com osso sacro plano e comprido, boca grande e bem articulada, e filhas com muito leite e longevidade. Foi o touro importado mais premiado em nosso país, tendo sido inclusive Grande Campeão em Barretos na década de 60
Linhagem GOLIAS
Este genearca, introduzido em 1963, pelo selecionador Torres H. R. da cunha, talvez
tenha sido, dentre os touros importados, o mais pesado; salientado-se que foi recordista de
peso na Índia. Segundo pesquisadores, destacava-se pela docilidade e constituição robusta.
Características fenotípicas freqüentemente observadas na linhagem:
- constituição robusta e ossatura firme;
- temperamento dócil;
- acabamento de carcaça precoce, com musculatura bem desenvolvida;
- boa habilidade materna;
- bom arqueamento de costelas com tórax amplo; e
- alta rusticidade.
Este genearca, introduzido no Brasil em 1963 pelo selecionador Torres Homem Rodrigues da Cunha, talvez tenha sido, dentre os touros importados, o mais pesado. É importante lembrar que Golias foi recordista de peso na Índia.

Linhagem GODHAVARI
Godhavari também foi introduzido pelo selecionador Rubens de Andrade Carvalho
e apresentava alta capacidade de transmitir suas características a seus descendentes.
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Alguns fatos indicam que este genearca tenha sido utilizado, principalmente, para
obtenção das fêmeas, que por sua vez teriam sido acasaladas com touros de outras
linhagens, gerando progênies que seriam creditadas como pertencentes à linhagem materna.
Dentre as principais características fenotípicas observadas nos descendentes desse
genearca, destacam-se;
- boa conformação de garupa, apresentando osso sacro comprido e não saliente;
- temperamento dócil;
- fêmeas com boa habilidade materna;
- fêmeas longevas e férteis;
- acabamento de carcaça precoce, apesar de não apresentarem musculatura bem
desenvolvida.
Este touro tambem trasido ao Brasil na decada de 60 foi utilizado mais para prosuzir femeas que foram cruzados com outras linhagens.Suas filhas tinham grande habilidade materna e fertilidade assim contribuido muito para o padrao racial do nelore brasileiro.

Linhagem RASTÃ:
Outro genearca importado por Torres H. R. da Cunha, em 1963 foi o touro Rastã.
Encontrado nas margens do rio Tenali, seu nome significa “boi de estrada”. É considerado
segundo seu criador, o animal que gerou as melhores fêmeas da raça Nelore no país.
Sua maior contribuição foi devida a suas filhas, tais como Dana e Fernanda da SC
que foram mães de touros importantes como Faulad e Maranamu. Entre os descendentes
machos de Rastã, destaca-se o touro Eeral da SC.
As características fenotípicas freqüentemente observadas nessa linhagem são:
- boa habilidade materna;
- pigmentação firme em animais de pelagem branca; e
- temperamento dócil.
A genética Rastã OB apresentou excelentes resultados nos índices de reprodução, comprovando que as fêmeas descendentes de Rastã OB, tem o primeiro parto mais jovens,produzem mais quilos de bezerros desmamados por ano de vida no rebanho e produzem os bezerros mais pesados da raça Nelore aos 120 dias de idade. Rastã OB já havia se destacado no Sumário do PMGRN de 2001, apresentando os seus descendentes Xangô e Pinókio como líderes para Produtividade Acumulada.



A raça Nelore brasileira é a raça de corte mais cara do mundo tendo animais avaliados em milhões de reais,isso se da ao grande material genetico presente no sangue do gado zebu brasileiro, não só de genetica mas tambem de sabor e qualidade de sua carne apreciada em todo o mundo.




Raça Sindi





Inicialmente havia muita divergência quanto à grafia desta raça: alguns
denominavam Sind (WALLACE), outros Lower Sind (MOLLISON) ou Red Sind
(R.W.LITTLEWOOD).
Os exemplares da raça Sindi que chegaram ao Brasil por volta de 1906 e 1930,
destinavam-se às regiões da baixada fluminense, ou aos municípios de Novo Horizonte e
Jardinópolis, no estado de São Paulo.
No Brasil, em 1952 a denominação Red Sindhi estava se popularizando; entretanto,
os criadores não acharam o nome apropriado e foi adotada a forma mais simples - Sindi.
O gado Sindi, embora presente em tronco puro, assemelha-se ao Gir do Oeste da
Índia, ao Sahiwal e ao gado vermelho do Afeganistão. Devido aos deslocamentos das tribos
nômades de criadores, sofreu em algumas regiões cruzamentos com o Gir.
Estes animais, devem ter sido, no passado, confundidos com os Gir, motivo pelo
qual não tardou a desaparecer, absorvido pela população Gir, cada vez mais numerosa.
Mais tarde, ocorreram outras importações, e os Sindi puro novamente entraram no país.
São de pequeno porte, com altura média de 1,25 a 1,35 m tomada atrás do cupim,
para os machos e de 1,15 a 1,20 m para as fêmeas, Trata-se de animais fáceis de serem
criados e mantidos, próprios para regiões de poucos recursos alimentares, suportando bem
as variações de clima e solo.
Por ser de pequeno porte, não pode concorrer com outras raças (Nelore, Guzerá,
Indubrasil, etc...) no tocante à produção de carne. Seu desempenho compara-se mais ou
menos ao apresentado pelo Gir comum.
O Sindi paulista, cujo rebanho pode ser considerado puro por cruza, descendente da
criação original de Novo Horizonte, supera, do ponto de vista ponderal, o Sindi da
Amazônia, puro de origem indiana.


Essa raça de pequeno porte mas ao mesmo tempo muito resitente a climas e regiões,se adaptou muito bem aos climas brasileiros,hoje presente em muitos esados brasileiros.Apesar do seu tamanho é uma raça que se caracterisa pela sua dupla apitidão.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Raça Indubrasil


A Indubrasil foi a primeira raça Zebuína formada por criadores brasileiros, com base
no gado importado do continente asiático. Os seus pioneiros, pecuaristas da região do
Triângulo Mineiro da segunda década de nosso século, haviam-lhe dado o nome de
Induberaba, utilizado por muito tempo, até a criação do serviço de registro genealógico do
Zebu, em 1936.
Esta raça foi formada pela fusão dos patrimônios genéticos das numerosas raças
indianas, como a Ongole, a Hissar, a Mehwati, a Sindi e as do grupo Misore, além dos Gir e
Guzerá.
Os criadores notaram que se o cruzamento entre Zebus de raças diferentes ao mesmo
tempo que acentuava certas características, como orelhas, barbelas e cupins, dava origem,
também, a produtos mais precoces, de melhor desenvolvimento e mais pesados na idade
adulta. Era a conseqüência benéfica da heterose. Surgia, naturalmente, um novo tipo em que
se destacavam os exemplares de perfil moderadamente convexos, meio termo entre o Gir e
o Guzerá, que predominavam nos centros de criação do Triângulo Mineiro.
O interesse despertado pela nova raça foi enorme, levando quase todos os criadores
a se dedicarem ao novo tipo zebuíno, e se não fosse a perseverança de um pequeno número
de selecionadores, as raças Gir, Nelore e Guzerá teriam desaparecido como grupamentos
étnicos. Nas exposições de Uberaba, como nas revistas técnicas, os artigos e anúncios e a
quase totalidade das ilustrações focalizavam a raça em formação. Somente depois de 1936,
quando foi criado o Registro Genealógico e estabelecidos os padrões raciais, renasceu o
interesse pelas outras raças indianas que, decorridas algumas décadas viriam superar
numericamente o Indubrasil.

Raça Guzerá

Este gado está representado no famoso selo encontrado nas ruínas de Mohenjo-
Daro, cidade do norte da Índia, destruída há cerca de 5.000 anos, e em outros desenhos e
gravações ligados aos antigos povos da Mesopotâmia. Trata-se, portanto, de um dos mais
antigos tipos de gado Zebu asiático, cuja área geográfica é bastante extensa. Observou-se
também que um de seus traços mais característicos, os chifres em lira, é encontrado em
algumas variedades do Zebu africano, devido à remota infusão de seu sangue. Das raças
desse tipo básico, a Kankrej é a mais representativa.
Os autores indianos são unânimes em considerar o Guzerá como uma raça mista,
dando ótimos bois de trabalho e vacas de acentuada aptidão leiteira. No Brasil, a tendência
é para considerá-la também, raça para duplo propósito - carne e leite.
Os exemplares de Guzerá, que a tornaram um atrativo econômico, têm origem nas
importações destinadas à região de Cantagalo, no estado do Rio de Janeiro, de onde se
expandiu para Minas Gerais, principalmente para a região de Curvelo. Posteriormente, essa
raça encontrou pecuaristas interessados na sua criação no município de Uberaba,
continuando a se expandir para o norte do estado de São Paulo e daí para outras regiões.
Dentre as nossas raças Zebuínas, a Guzerá, apresentando desenvolvimento rápido e
alcançando pesos dos mais elevados, é bastante apreciada como gado de corte.



No Brasil o Guzerá é utilizado não somente pra produçao de carne nos cursamentos industirais com gado europeu mas esta se dando dando muito bem nos crusamentos para a produçao de leite provando sua dupla aptidão.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Raça Gir.




O gado Gir constituiu durante várias décadas o grupamento étnico mais numeroso e
mais valorizado dentro do rebanho Zebuíno brasileiro. Corresponde fielmente à raça
honônima da Índia. Na verdade, o Gir brasileiro supera em pureza racial e em produtividade
o gado indiano.
Os selecionadores de Gir preocupavam-se excessivamente com as características
étnicas, principalmente conformação da cabeça, visando a ultraconvexidade do perfil, e
com questões de pelagem, descurando da verdadeira finalidade da criação de bovinos, que é
a sua capacidade de produção.
Dessa forma, o rebanho obtido revela a mais alta pureza racial, entretanto não foi
revelado paralelamente a sua precocidade ou velocidade de crescimento. Devido a isso, o
Gir acabou perdendo a posição de liderança para o gado Nelore.
A raça Gir foi introduzida no Brasil, muito provavelmente, por volta de 1906.
Entretanto, foi na fase das grandes importações, no final da Grande Guerra, que o Gir
entrou em escala considerável, multiplicando-se os núcleos de criação. O rebanho foi
consideravelmente aumentado em 1930, coma famosa importação de Francisco Ravisio
Lemos e Manoel de Oliveira Prata, que trouxeram animais que se tornaram reprodutores
famosos e muito contribuíram para a sua expansão. Posteriormente, com a importação de
Celso G. Cid, o rebanho foi reforçado com animais puros, permitindo um benéfico
refrescamento de sangue e redução no grau de consangüinidade.
Observa-se que das raças indianas, a Gir é a que apresenta os menores pesos ao
nascer, em igualdade de condições com a raça sindi (na Índia: fêmeas-23,9 kg e machos-
25,4 kg; no Brasil: fêmeas-24,5 e machos-25,0 kg). Normalmente a velocidade de
crescimento nessa raça é menor que a do Guzerá, Nelore e Indubrasil. Na idade adulta
geralmente os bovinos Gir costumam pesar meos que os das raças concorrentes.
No Brasil, a função econômica dominante do Gir é a produção de carne, mas há
tendência em círculos técnicos e de criadores no sentido de encará-la como raça mista ou
pelo menos, conduzir sua seleção nesse sentido.



O gado Gir por muitos anos foi o carro chefe das raças zebuínas no Brasil principalmente no nordeste do pais onde seus exemplares ajudaram a criar o gado mestiço.  Ainda hoje os touros Gir são usados nos rebanhos nordestinos por que são animais grandes e fortes,resistentes ao clima, um gado de rabo longo que é excelente pro vaquejada esporte da região e isso fora tabem que é uma raça de dupla aptidão.

Raças Zebuinas Criadas no Brasil.

As raças zebuínas, originalmente introduzidas no Brasil, são: Gir, Guzerá, Nelore e,
Sindi, tendo sido aqui formadas as raças Indubrasil e Tabapuã. Foram ainda importados
alguns exemplares da raça Cangaiam, porém, até hoje, seu efetivo populacional e bastante
reduzido. A Brahman veio importada do EUA.

Classificação do Gado Indiano(Zebu)

Grupo I: Este grupo inclui o gado cinzento com chifres em forma de lira, fronte larga,
arcadas orbitárias proeminentes, perfil plano ou côncavo. O Kankrej é seu representante
mais típico.
Raças: Kankrej (Guzerá), Kenwariya, Malvi, Kherigarh, Tharparkar e Hissar.

 Grupo II: Gado grande, branco ou cinza claro, apresenta chifres curtos e perfil ligeiramente
convexo, com arcadas orbitárias não salientes. O Ongole e o Hariana são os mais
característicos do grupo.
Raças: Bachaur, Bhagnari, Gaolao, Hariana, Krisna Valley, Nagori, Mehwati, Ongole
(Nelore) e Rath.

Grupo III: Gado de testa proeminente, de chifres laterais, freqüentemente retorcidos, barbela
muito desenvolvida. pelagem branca, vermelha, ou castanha, uniforme ou geralmente
manchada.
Raças: Dangi, Deoni, Gir, Nimari, Sindi e Sahiwal.

Grupo IV: Gado de tamanho médio, compacto, de perfil convexo, com chifres longos,
pontiagudos, nascendo bem próximos da cabeça. É conhecido como tipo de Misore.
Raças: Amrit Mahal, Alambadi, Bargur, Halikar, Kangayam e Khillari.

Grupo V: Abrange todo o gado pequeno, heterogêneo, de pelagem vermelha ou parda,
muitas vezes malhado de branco. É encontrada em todo o País, sobretudo nas regiões
montanhosas, no norte, no Beluchistão e no Himalaia.
Raças: Lohani, Ponwar e Siri.

Grupo VI: O gado de Pundjab, pequeno, de pernas curtas; pelagem branca, com pequenas
manchas vermelhas, castanhas ou pretas, diferente da de todas as demais raças indianas.
Não pode ser classificado em nenhum dos tipos básicos precedentes, motivo pelo qual é
agrupado à parte.
Raças: Dhanni.



domingo, 25 de setembro de 2011

A entrada do Zebu no Brasil.


   A criação de bovinos no Brasil coincide, praticamente, com o seu descobrimento e colonização. Nos primórdios da era colonial, o gado existente no País era todo de origem européia, proveniente da Península Ibérica, enquanto que os Zebuínos foram introduzidos no início do século XIX (BRASIL, 1984).
           Provavelmente, o primeiro rebanho puro foi estabelecido em 1826 na Fazenda Santa Cruz de propriedade do Imperador D. Pedro I, no Rio de Janeiro, constituído de animais procedentes da região do Rio Nilo, na África (EMBRAPA, 1996). Por procederem dessa região, esses animais receberam a denominação de “Zebu do Nilo”.
           Esses bovinos eram procedentes do Egito e da costa Nordeste da África. Possuíam pelagem negra e eram de pequeno porte, enquanto os indianos eram normalmente claros ou cinzentos, e maiores, embora uns e outros pertencessem à mesma sub-espécie Bos indicus.Este rebanho permaneceu ali por longo tempo, acreditando alguns estudiosos que os
reprodutores saídos de Santa Cruz teriam contribuído para a formação do gado China, iniciando assim o processo de “azebuamento”do rebanho brasileiro.
            Pelo fato de alguns reprodutores Zebus, provenientes da África, recebidos pelos criadores fluminenses terem apresentado resultado pouco satisfatório, passou-se a dar maior importância para os reprodutores vindos da Índia.
            Esses reprodutores indianos encontraram no produtores de café os seus primeiros adeptos. Este ,necessitavam dos bovinos para transporte de café, e os indianos eram mais rústicos, mais resistente e mais ligeiro nas caminhadas.
             Verificaram-se importações - touros, casais ou pequenos lotes - nos anos de 1850,
1854, 1878 e 1887. Importações mais expressivas, ocorreram no início deste século, chegando ao seu auge em 1920 com um total de 1904 animais vindos da Índia.
             Neste mesmo período ( + 1920), o Ministério da Agricultura, também se interessou pela importação, trazendo cerca de 300 cabeças da Índia. Minas Gerais foi o primeiro estado a tomar essa iniciativa, pouco antes, com a compra de 200 tourinhos Nelore, em
1908.
             As grandes importações coincidem com a Primeira Grande Guerra e foram conseqüência direta da valorização da carne, devido às exportações. Em 1914 e 1918, entraram no Brasil, 1847 reprodutores, a que se acresceram os entrados em 1920 e 1921, somando mais de um milhar.
             Em 1921, surgiu um surto de peste bovina, trazido por animais que passaram pelo Jardim Zoológico da Antuérpia, o que determinou a proibição de novas importações pelo Governo Brasileiro. Isso fez com que os criadores, desviada sua atenção das importações, passassem a cuidar melhor dos seus plantéis, dedicando-se à sua seleção e melhoramento.
              Durante muito tempo prevaleceu a idéia de que o gado indiano deveria ser sempre cruzado, motivo pelo qual grande parte dos criadores se entregou à formação da nova raça (entre representantes zebuínos).
               Com o aumento dos cruzamentos, acidentais ou intencionais, desapareceram os representantes de certas raças, como a Hissar, a Malvi, a Sindi e as do grupo Misore, os quais entraram no país durante as primeiras importações.
             Em 1930, os criadores mineiros Francisco Ravísio Lemos e Manoel de Oliveira Prata, conseguem licença especial do Ministério da Agricultura e vão à Índia, de onde trazem 192 reprodutores das raças Gir, Nelore, Guzerá e Sindi, em uma época em que o rebanho estava visivelmente mestiçado, constituído de 80 a 90% de animais denominadosIndubrasil.
              A chegada de apreciável contingente de animais de raça definida, considerados puros representantes das ditas raças, trouxe maior interesse pela criação de gado puro, verificando-se então redução do número de adeptos da nova raça que estava se formando no Triângulo Mineiro.
              Em 1952, Felisberto Camargo, Diretor do Instituto Agronômico do Pará, em Belém, afrontando séria oposição do Ministério e das Associações de Criadores, consegue trazer do Paquistão um lote de 31 bovinos da raça Sindi.
              Em 1955, por não conseguir licença para importações, Joaquim Machado Borges introduziu 114 cabeças de gado Gir, por contrabando através da Bolívia.
              Em 1960, Celso G. Cid traz da Índia, 102 cabeças, sendo 70 Gir, 20 Nelores e 12 Guzerá, realizando quarentena em Paranaguá. Dois anos depois, 1962, Celso G. Cid, Torres Homem, Rubens de Carvalho e Jacinto H. da Silva, trazem, com licença do governo, 153 Gir, 48 Guzerá, 84 Nelore, além de 25 búfalos. Vieram ainda 12 representantes da raça Kangayam, que passou a ser a sexta raça indiana, introduzida no Brasil, em condições de pureza racial.
              A criação desses animais em rebanhos puros e a realização de cruzamentos entre eles, em outras situações, permitiram ao país a preservação e o melhoramento das raças originais bem como a formação de novas raças, como a Indubrasil e a Tabapuã, além de outras variedades.
              De acordo com os resumos estatísticos publicados pela ABCZ (1996) de 1938 a 1996, considerando as categorias PO e LA, foram inscritos 2.349.280 animais no Registro Genealógico Definitivo (RGD), e 4.8432.468 no Registro Genealógico de Nascimento (RGN). Esta mesma publicação avalia a existência, no ano de 1994, de 457.000 animais portadores de RGD e 973.000 animais portadores de RGN, em reprodução.
              Para se ter uma idéias do incremento populacional dos zebuínos, basta comparar o volume de importações de material genético europeu (cerca de 800.000 animais) e indiano (cerca de 7.000 animais), com os contingentes hoje registrados nos respectivos serviços de registro genealógico, quando se constata que o número de animais cadastrados das raças européias é muito inferior ao número encontrado nas raças zebuínas (BRASIL, 1984).

sábado, 24 de setembro de 2011

O que é Zebu?


Zebu é uma espécie bovina cuja característica principal é uma saliência muscular no dorso, chamada de cupim ou giba. Na Índia, berço do zebu, os animais são considerados sagrados e selecionados apenas para produção de leite. Lá, existem mais de 50 raças zebuínas. No Brasil, existem 10 raças (Nelore, Nelore Mocha, Gir, Gir Mocha, Guzerá, Sindi, Brahman, Tabapuã, Cangaiam, Indubrasil). O zebu brasileiro é selecionado para produção de carne ou leite, sendo que algumas raças apresentam dupla aptidão.